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Brise horizontal ou vertical? A orientação da fachada decide.

Como escolher o tipo de proteção solar para cada fachada em Londrina, e por que copiar a solução do vizinho costuma dar errado.

JS
Jônatas Rocha dos Santos Sócio-fundador · Texto exemplo

Proteção solar não é um elemento decorativo aplicado no fim do projeto. É uma resposta ao percurso do sol sobre cada fachada, e esse percurso muda conforme a orientação.

Fachada norte: sol alto, brise horizontal

Em Londrina, no hemisfério sul, a fachada norte recebe sol durante boa parte do dia. No verão o sol passa alto; no inverno, mais baixo. Um brise horizontal bem dimensionado bloqueia o sol alto do verão e deixa entrar o sol baixo do inverno, quando ele é bem-vindo.

Leste e oeste: sol baixo, brise vertical

Pela manhã e no fim da tarde, o sol chega quase na horizontal. Uma placa horizontal não resolve: a luz passa por baixo dela. Aqui funcionam melhor os elementos verticais, ou móveis, que interceptam o raio lateral. A fachada oeste merece mais atenção, porque recebe sol quando o edifício já acumulou calor ao longo do dia.

Fachada curva com brises
Brises verticais na fachada oeste interceptam o sol do fim da tarde.

Não existe brise certo em abstrato. Existe brise certo para uma fachada, uma latitude e um uso.

Oikos · critério de projeto

Como validamos no projeto

Na Oikos, a geometria do brise sai de estudo de insolação no modelo BIM, com a trajetória solar das datas críticas do ano. Material e espaçamento são definidos depois, considerando manutenção, durabilidade e o quanto de vista e luz natural se quer preservar.

NorteLesteOesteSul
Brise horizontalVertical ou móvelVertical, prioridadePouca exigência
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